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“Couto, Pouso Alto é um nome estupendo. Parece nome de ninho de águia. Pouso Alto. Absolutamente sereno. É um programa.” (O trecho de uma carta enviada por Manuel Bandeira ao amigo Ribeiro Couto, quando ele residia em Pouso Alto, data de 25 de agosto de 1925).

O Hotel SERRAVERDE foi construído no antigo “Cruzeiro” do aldeamento de Nossa Senhora da Conceição dos Pousos Altos, símbolo da fé cristã dos desbravadores daquele tempo. Este local, o segundo povoamento no território das Gerais, surgiu em apoio às Bandeiras de prospecção que nasceram na metade final do século XVII.

Na década de 1690 foi descoberto ouro nas Serras Gerais, o chamado Sertão do Cuieté, hoje o estado brasileiro de Minas Gerais. A interiorização do povoamento deu origem à Capitania das Minas Gerais, separada da Capitania de São Paulo ainda na década de 1720.

O povoado de Nossa Senhora da Conceição dos Pousos Altos, ao longo dos anos, foi adormecido pela carência da “riqueza fácil” e extinção do movimento, mas preservado pelo apoio logístico. Afinal, aí cruzara a “Trilha do Ouro” e agora passava a “Estrada Real”, mas, naturalmente, a região sul mineira encontra sua prosperidade como celeiro alimentício da cidade do Rio de Janeiro.

A produção, transportada por tropas e carreiros atravessa a “Amantigir, a Serra-que-Chora” (hoje, Serra da Mantiqueira), o grande obstáculo do percurso que, com o uso contínuo, torna-se corriqueiro no caminho para a capital do Império. Como Pouso Alto, o local cresce e prospera.

Consequentemente, se inclui na nobreza brasileira com dois títulos nobiliárquicos locais: Francisco Teodoro da Silva, o Barão de Pouso Alto e Joaquim Pereira da Silva, o Barão de Monte Verde.

Nesta mesma época, na Corte, o casamento da Princesa Izabel com o Conde D’Eu revela sua esterilidade, levandoa Princesa ao tratamento de águas nas fontes “milagrosas” de Caxambu. Assim, durante duas temporadas, ela passa por Pouso Alto, onde se refresca e descansa na residência do Barão de Pouso Alto.

Com tantos atrativos, Minas Gerais passou a ser buscada por todos os meios.

Já havia o Caminho Imperial (Estrada Real), a Rodovia União Indústria (ligando Petrópolis a Juiz de Fora), e, agora, surgiam os caminhos de ferro com a inauguração da Estação de Pouso Alto, em 1884, por D. Pedro II.

Com a República e a intensificação do transporte comercial, surge o segmento de passageiros e, consequentemente, o entorno da “Estação de Pouso Alto” se urbaniza e passa a disputar com a “Cidade” uma maior importância local e regional.

Facilitada por divergências políticas na Cidade, o que impedia uma possível integração, a Estação ganha notoriedade pelo transporte fácil, eficiente e uma topografia amena. Entretanto, as divergências afastam ainda mais as pessoas, o que faz surgir a cidade de Itanhandu. Por fim, até o Fórum da Cidade é transferido para a Estação. No entanto, a cidade de Pouso Alto ressurge com a passagem da rodovia para Caxambu por sua área urbana e, posteriormente, pelo término do transporte ferroviário.

Hoje a Estrada Real transpassa o Hotel SERRAVERDE como a principal artéria de ligação da sede com o seu espaço rural.

No entorno, uma vegetação recriada com o renascimento das espécies nativas apresenta alternativas de passeios. E, no local, durante as noites mais longas e escuras, diz o poeta ainda escutar o “tropel dos tacões de couro cru… e o tilintar dos sabres, facões e bacamartes”. Assim são as “velhas cidades, como esta de Conceição dos Pousos Altos, que jamais perderão o seu ar de fatalismo continental, sua majestosa serenidade, sua fisionomia austera e, sobretudo, o orgulho de sua origem tecida de pura e misteriosa brasilidade”.

A ESTRADA REAL
Em meados do século XVIII já eram muitos os caminhos que conduziam às minas de Minas Gerais, mas também muitos eram os seus descaminhos. Para evitar estes descaminhos a Coroa Portuguesa determinou que o ouro e os diamantes deixassem as terras mineiras apenas por trilhas outorgadas pela realeza, que receberam o nome de Estrada Real.

Inicialmente, o caminho ligava somente a cidade de Paraty às províncias auríferas do interior de Minas, a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto (Caminho Velho). No entanto, a Coroa Portuguesa percebeu a necessidade de um trajeto mais seguro e rápido ao porto do Rio de Janeiro, surgindo então o caminho novo. Ainda no século XVIII, surgiram outras trilhas para exploração dos diamantes – o belo Caminho dos Diamantes.

Cercados de natureza exuberante e por pessoas acolhedoras, hoje estes caminhos levam seus visitantes a conhecer belos atrativos de cada cidade, a cultura, a história e até o passo a passo daquele maravilhoso pão de queijo servido com um delicioso café quentinho ao pé do fogão a lenha.

Com 1600 km de extensão, além de sua importância como eixo principal do ciclo do ouro, a Estrada Real exerceu papel fundamental no desenvolvimento político, cultural e socioeconômico do Brasil.

TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA
A ‘Associação Terras Altas da Mantiqueira (ATAM)’ obteve o seu primeiro Certificado de Circuito Turístico de MG em 25 de março de 2006 e tem as renovações subsequentes sempre em dia. Desde 1999, com gestões bienais e exercício compartilhado, a ATAM projetou a região no cenário nacional por meio de uma marca forte – Terras Altas da Mantiqueira – já reconhecida pelo mercado por sua identidade e singularidade – e avança em busca de resultados estratégicos e operacionais, visando dar à Associação robustez, foco, mecanismos de sustentabilidade e maior agilidade na conquista de resultados para seus associados, municípios, empresários e comunidades.

Atualmente, o Circuito Turístico Terras Altas da Mantiqueira é composto pelos municípios de Aiuruoca, Alagoa, Itamonte, Itanhandu, Passa Quatro, Pouso Alto, São Sebastião do Rio Verde e Virgínia.

Missão da Associação Terras Altas da Mantiqueira (ATAM)

Sensibilizar e envolver representantes de todas as instâncias – poder público, empresários, sociedade civil e instituições de ensino – para a atividade turística, criando estímulos necessários para contribuir de forma profissional, com o desenvolvimento sustentável da região.

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