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No dia 23 de janeiro de 1880, um imigrante italiano desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, onde se demorou por alguns dias, seguindo logo para São Paulo, pois a febre amarela era endêmica na Côrte. Em meados de 1882, transferiu-se para a Província de Minas Gerais, onde o tifo amarílico dificilmente chegaria, indo residir e estabelecer-se em São José do Picú, mais tarde conhecido como São José do Itamonte e, hoje, simplesmente, Itamonte. Lá se casou, em 18 de agosto de 1887 com uma descendente de italianos. O casal mudou-se para Passa Quatro em 1º de maio de 1888, onde ele se estabeleceu com negócio de secos e molhados e, posteriormente, com comércio de fumo em corda, o qual se tornou perito. Como Correspondente Consular Italiano, prestou ótimos serviços a seus compatriotas desertores da guerra de 1914/1918, dentre esses serviços – apesar do agravante da deserção – obteve a revogação das condenações de muitos deles para assim, voltarem à Itália quando quisessem, sem qualquer constrangimento.

Nesta mesma época, ainda na cidade de Passa Quatro, um jovem recém casado enfrentava um problema peculiar: sua mulher, muito bonita e atraente, atraía olhares cobiçadores. Ele, de temperamento explosivo e extremamente ciumento, resolveu evitar o pior e transferiu-se, juntamente com sua esposa, para o mais alto ponto da serra; a uma altitude quase inacessível longe de tudo, principalmente da civilização!

Arranchados nesse local ermo, começaram a dura luta pela permanência e subsistência. O casal se completava no trabalho difícil e perigoso. Tão árduo que, após um ano e com um filho, ele propôs desistir; “… vamos voltar à cidade”. Mas, para sua perplexidade, sua mulher que, apesar da pouca idade, porém amadurecida pela vida – fincou o pé: “… só voltarei após vencer!” Resultado, dali eles não saíram mais.

Naquela época, este local era pitorescamente conhecido como “Jacú” e ao longo do tempo, veio a chamar-se SERRAVERDE, mudança esta imposta pela rigidez de um padre que, julgando o nome anterior “desqualificado”, exigiu tal alteração. Assim permanece até hoje.

No dia 26 de novembro de 1921, estas duas famílias, através do casamento de seus filhos, constituiram os “D’Alessandro Sarmento”. Em 16 de novembro de 1976, seu primogênito, Hélio D’Alessandro Sarmento, até então jornalista, Diretor Comercial e criador dos “Classificados” do antigo Jornal do Brasil, concretizou seu sonho; aproveitou a formação superior em hotelaria na Suíça do seu filho, Carlos André e construiu, na antiga Nossa Senhora da Conceição dos Pousos Altos, hoje cidade de Pouso Alto, um hotel e denominou-o SERRAVERDE, o Hotel SERRAVERDE!

A empreitada, que inicialmente foi classificada como uma aventura “sem propósito”, revelou-se já nos primeiros anos de operação, um diferencial da hotelaria da época. Integrado na natureza de forma harmônica, sua construção e instalações se distinguiram; sua qualidade operacional viabilizou-se, introduzindo uma nova perspectiva hoteleira para o interior do país; e sua localização trouxe uma inusitada visão ao mercado turístico. Nascia então o turismo de lazer rural.

Anos mais tarde, aproveitando a idéia iniciada pelo Hotel SERRAVERDE, em operação desde o final dos anos 70, teve início outra transformação: fazendas improdutivas ou propriedades rurais decadentes se viabilizaram, economicamente falando, operando como meio de hospedagem. Surgiam então, os “Hotéis Fazenda”.

Porém, o diferencial do “SERRAVERDE” persiste desde seu nascedouro: agrega a operação de um “Hotel Fazenda” incomum à vida rural de Minas Gerais; harmoniza o padrão suíço à mineirice, e alia o passado ao presente; pois, a ligação entre o hotel e seus diversos atrativos foi, anteriormente, conhecida como o “Caminho do Ouro”, trecho onde, em 1673, passaram as penetrações no território “além da Amantiquira” (Serra da Mantiqueira). E, a partir do século XVIII, neste mesmo local, graças à descoberta do ouro em Minas, e posteriormente dos diamantes, transpassaram quantidades “imensuráveis” de riquezas. Tanto que, para melhor controle, sua denominação oficializou-se como “Estrada Real”, cujos vestígios atualmente, cortam o Hotel SERRAVERDE ao longo da sua extensão!

Artur da Távola, nosso saudoso escritor, elegeu o Hotel SERRAVERDE como seu local de descanso. Lá, deixou registrado o seu pensamento:

“…a capacidade de ordenar necessidades ancestrais e proteções avoengas, dentro de impecável padrão, de uma formidável e bela arquitetura respeitosa da profundidade mineira, fazem do SERRAVERDE uma nova concepção turística e humana”.

Carlos André Sarmento
Diretor Presidente
Hotel SERRAVERDE

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Férias de Verão no Hotel Fazenda Serraverde
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